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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Três anos...

by James Figueiredo (detalhe)

Olá, pessoal!

Creeeeeeeeeeeeeedo...

Seis meses sem aparecer por aqui!

No texto de apresentação do meu blog eu escrevo: "Espero ter a disciplina...". Pois é, descobri que não tenho! :-)

Problemas no trabalho (dentro e fora do padrão), cara enfiada na tela do Ragnarök (que terá post sobre o assunto, em breve), sofá convidativo pra uma soneca e preguiça mesmo (confesso), me deixaram "fora do ar" por um bom tempo! Mas prometo (de novo) manter a casa em ordem por aqui! Fui acumulando algumas coisas, pensando sempre: "Isso vai pro blog". Chegou a hora de começar a publicar, não?

E vou começar com o assunto mais importante (pelo menos sob o meu ponto-de-vista).

No dia 17 de junho de 2008, eu e o Peixe completamos três anos de namoro. Pois é! Ao contrário do que dizia o time dos "narizes torcidos" (afinal, como namorar alguém que está a 1.100 km?), estamos administrando muito bem a distância, a saudade, a grana (ou a falta dela - Embratel e Gol agradecem a preferência), estamos aprendendo a lidar com as diferenças e a curtir cada vez mais as semelhanças.

Poderia ficar o dia todo aqui escrevendo sobre como esse cara me faz feliz; como eu me sinto bem ao saber que tenho ele ao meu lado, me apoiando; que o dia começa com uma perspectiva muito melhor ao ouvir a voz dele ao telefone e que o dia termina de uma maneira especial ao ouvi-lo dizer boa noite.

Mas resolvi fazer diferente...

Transcrevo um e-mail que eu enviei a ele em 06 de junho de 2005, ou seja, onze dias antes de nos conhecermos pessoalmente. Nessa época, já nos falávamos por telefone e MSN há aproximadamente vinte dias...

"Ah, James... "Um dia" eu escrevi – aqui pelos meandros da Internet – que, entre as muitas coisas que podem acontecer entre dois seres humanos, eu aguardava mesmo era uma "agradável surpresa"... Mas, sinceramente, não esperava tanto!

Ops! Um encontrão lá nos "meandros" e um "oi"... Aproximação tímida, a descoberta das primeiras afinidades, a descoberta das primeiras diferenças (mágicas também, por que não?), "horas e horas e horas" de conversa, troca de idéias, muita risada, um "chororô" de vez em quando... Conquistas... E pimba! Aqui estou eu, escrevendo pro "nenezão" o que sinto e quanto você é importante pra mim hoje... Você me faz pensar que as coisas em que eu acredito ainda são possíveis... Você me faz confiante, sereno e tranqüilo... Você me faz sentir coisas que eu achei que não sentiria mais... Você me faz feliz!

Resolvi – com você – deixar aquele discurso bobo do tipo "Poxa, Valdson, você já tem 38 anos e blá, blá, blá", e conferir essa história até o fim, por conta do ser humano especial que encontrei agora... Um cara que sabe ouvir, que sabe falar na intensidade certa mesmo as coisas mais duras, que se preocupa comigo, que torce por mim... E a única forma que eu vejo de retribuir tudo isso é não refrear o que sinto por você, só por conta de algumas "convenções"... Eu te adoro, cara! E a vontade que eu tenho é sair contando isso pra todo mundo, mesmo que você ficasse meio "esquentado" com tamanha propaganda, hehehe...

James, eu torço pelo seu sucesso, eu acredito em todo o seu potencial e garra... e não consigo olhar pra você sem ver um VENCEDOR, mesmo que às vezes você se mostre meio cansadinho e desanimado... Mas, até os mais bravos guerreiros precisam de um momento de parada, para reorganizar as suas vidas e continuar lutando... Esse é o momento de reorganizar, de mudar, de transmutar... e eu sei que você vai fazer isso da maneira mais sábia que puder... Você me enche de orgulho, sabia? Pelo que você é, simplesmente... E pelas muitas coisas que você ainda vai conquistar na sua vida.

Estou torcendo por você, por mim, por nós dois..."Sem expectativas"? Que nada! Todas as expectativas do universo! E que esse universo conspire a nosso favor, né? Afinal, merecemos! Te adoro muito, nenezão! Um beijaço!"


Aí está! :-)

Muita coisa aconteceu nesses três anos, mas o meu sentimento em relação a ele e ao que escrevi no dia 06 de junho de 2005 não mudaram em nada! Aliás, uma coisa mudou: eu não o "adoro" mais... eu AMO muito esse cara! :-)

Parabéns pelos nossos três anos, Peixe! E que venham mais trinta!

Abração a todos!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Vida a dois

Olá, pessoal!

Levando-se em conta a importância que o assunto tem pra mim, demorou para que eu escrevesse a respeito, mas hoje resolvi falar um pouquinho sobre namoro, casamento e "vida a dois", mais especificamente sobre a "minha vida a dois".

No dia 17 de junho passado, eu e o James fizemos dois anos de namoro. Nesses dois anos juntos, estamos aprendendo a conviver com as nossas diferenças e aproveitar ao máximo as nossas afinidades. Aprendemos também a administrar a distância (eu aqui em São Paulo e ele lá em Brasília), que às vezes torna a saudade doída pacas!

São dois anos de descobertas, cumplicidade, surpresas pra lá de agradáveis, carinho e respeito mútuos, longas discussões ao telefone (pois faz parte do processo de amadurecimento... e a Embratel agradece) e, é claro, muita felicidade em estar junto também! Nesses dois anos tenho tentado ser um cara cada vez melhor pra ele, a cada dia... e espero que eu esteja conseguindo.

Num mundo que, muitas vezes, é taxado de "frio", "insensível" e "repleto de pessoas mal-amadas" (quantas vezes nós todos já ouvimos isso, não?), descobri que sou um cara privilegiado, pois encontrei um companheiro de verdade e, usando as palavras dele, "uma pessoa que estimula não só os meus hormônios, mas também os meus neurônios!". O James é um homem que me enche de orgulho, em todos os aspectos!

Eu te amo muito, Peixe!

E que venham muitos aniversários, pois eu quero um montão deles! :^)

Para encerrar esse post, resolvi buscar uma referência que tem tudo a ver conosco e com o que nós acreditamos: é um texto que, já faz um tempinho, o James me enviou por e-mail.


O autor desse texto é o Duilio Ferronato, que o escreveu para a coluna GLS da Revista da Folha. Me identifiquei pra caramba com o que ele escreveu e quis compartilhar com vocês. Não vou me estender comentando: leiam e pensem a respeito.

Beijão a todos!

Valdson


P.S. - a imagem ao lado foi retirada do livro "Gus e Waldo: Livro do Amor ", de Massimo Fenati, que em breve terá um post especial a respeito.


Geladeira cheia (Duilio Ferronato)

Cada vez mais ouço pessoas dizendo que o bom do namoro é quando os dois moram em casas separadas. Ou eu sou muito antiquado ou essas pessoas não sabem o que estão perdendo. Morar junto é uma delícia.

Dividir as tarefas domésticas, as compras de supermercado e até as brigas por causa da conta de telefone pode ser mais estimulante do que um namorado que nem sabe direito onde você guarda o arroz.

Que graça teria namorar anos uma pessoa que não sabe qual a marca do seu sabão em pó? Intimidade pela metade? Namoro café-com-leite? Eu, hein! Comigo, só se for até o pescoço. Tem que ser intenso. Essa coisa de namoro sem intimidade não dá! Parece doença que veio pela internet. Deve ser prima do sexo virtual.

Um amigo, outro dia, me disse que não gostava de dormir junto com o namorado. Credo! Por que não muda de namorado, então? Tem tantos dando sopa por aí. Não me venha com esse papinho de que está faltando homem. Bicha nunca faltou no mercado. Tem cada vez mais. Tem uns que dá até vontade de mandar de volta para o armário.

Ainda têm aqueles que sofreram com uma separação e não querem mais levar na cabeça. Mas ficar sem namorar é a mesma coisa que parar de comer chocolate. A vida fica sem graça.

O efeito colateral da vida a dois é que a geladeira tende a ficar cheia. Tem doces, queijos, geléias, presunto e tudo o que faz a pança aparecer. Com as contas divididas dá até para ter uma cozinheira. E a vontade de sair de casa diminui enquanto a barriga cresce.