Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de outubro de 2007

Alvo Dumbledore

Olá, pessoal!

Podem falar mal dela à vontade e chamá-la de "usurpadora" aos gritos. Podem até não gostar do que ela escreve (afinal, ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas). Mas eu sou admirador confesso de J. K. Rowling (autora da série "Harry Potter").

E admiro o trabalho dela por três motivos principais:

- o primeiro motivo é o fato dela ter conseguido criar um universo único e rico em detalhes e informações a partir de arquétipos básicos e universais. Os fãs de "Os Livros da Magia" e "O Senhor dos Anéis" que me perdoem, mas na minha opinião, ela foi MUITO além das referências citadas como plágio.

- o segundo motivo é "Harry Potter" ter incentivado crianças e adolescentes a ler... ler muito! Fazer com que um livro de setecentas, oitocentas páginas seja "devorado" por um garoto do Ensino Fundamental não é tarefa das mais fáceis, acredite! Palavra de professor! E foi muito legal ver a molecada lendo com prazer. Nem preciso escrever sobre a importância da leitura para o enriquecimento do vocabulário e para o desenvolvimento da escrita, né?

- o terceiro motivo vem da capacidade que J. K. Rowling tem de me surpreender. Seja na forma como escreve, seja na elaboração das tramas... ou simplesmente na forma como ela encara o ser humano e algumas situações do nosso dia-a-dia.

E ela me surpreendeu mais uma vez...

Já havia algum tempo que os fãs de Harry Potter questionavam a orientação sexual de Alvo Dumbledore, o diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Isso devido ao fato dele "nunca estar próximo de uma mulher e de ter um passado misterioso". Surgiram rumores na Internet, especulações e teorias (algumas, às vezes, as mais malucas possíveis). Rowling acabou com esses rumores na sexta-feira passada, dia 19/10/2007.

Ao ser questionada por um fã durante um evento no Carnegie Hall de Nova York, onde foi promover o sétimo e último livro da série, "Harry Potter e as Relíquias da Morte", a escritora revelou que Dumbledore já havia encontrado o seu "verdadeiro amor”.

“Dumbledore é gay”, afirmou. Segundo ela, Dumbledore era apaixonado por seu adversário, Gellert Grindelwald, a quem tinha derrotado numa antiga batalha entre bruxos do bem e do mal. "O amor pode nos cegar", acrescentou Rowling, segundo quem Dumbledore tinha sofrido uma "terrível decepção" e seu amor por Grindelwald tinha sido para ele uma "grande tragédia".

Após a surpresa inicial causada pela revelação, a platéia começou a aplaudir e a escritora comentou: "Se eu soubesse que a notícia os faria tão felizes, teria dito antes".

Rowling contou ao público que enquanto trabalhava no projeto do sexto filme da série, "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", viu que o roteiro mencionava o interesse de Dumbledore por uma moça. A escritora decidiu então esclarecer as coisas e informou ao diretor do filme, David Yates, da condição gay do personagem.

Rowling disse que as revelações sobre o diretor da escola de Hogwarts devem piorar ainda mais a imagem de seu livro junto a grupos católicos, que já a acusam de promover a prática de bruxaria. Porém, a escritora disse que vê sua obra como "um argumento a favor da tolerância".

É isso aí! ;^)

Abração a todos!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cães de Rua


Olá, pessoal!

Esse post é especialmente dedicado a quem gosta de cães, assim como eu. Em particular, às pessoas que amam os "amigos vira-latas" que, na minha opinião, são incomparáveis nos quesitos amizade e lealdade.

A matéria-prima para esse post veio de um link enviado pelo Peixe, de uma publicação da Folha Online (via BBC).

Nos primeiros meses de 2007, a fotógrafa Traer Scott viajou por várias cidades do México e de Porto Rico para registrar imagens de cães abandonados nas ruas desses dois países, materializando a famosa expressão "cão sem dono". Envolvida diretamente com uma série de ONG´s que tiram cães das ruas, tratam deles e tentam conseguir lares que os adotem, Traer Scott colaborou na adoção da maioria dos cães fotografados, em casas da América Latina e dos Estados Unidos. Outros cães foram levados para abrigos e organizações de proteção de animais.

As fotografias desse projeto resultaram no livro "Street Dogs" ("Cães de Rua"), da Merrell Publishers.

As fotos de mais de trinta cães abandonados nas ruas de Porto Rico e no México incluem buscas por comida, vida em grupo e brincadeiras.

O primeiro projeto da fotógrafa foi o livro de fotos "Shelter Dogs" ("Cães de Abrigo", em tradução livre), que tratava do mesmo assunto.

O livro "Street Dogs" foi lançado pela Merrell Publishers em setembro/2007 no Reino Unido e custa 12,95 libras - o equivalente a R$ 50,00.

Abaixo, seguem algumas fotos do livro.

Abração a todos!









quinta-feira, 26 de julho de 2007

"Atlantis"


Olá, pessoal!

Ganhei o livro "Atlantis" (David Gibbins - Editora Planeta - 2006) do meu irmão (presente de aniversário desse ano), porque ele sabe que eu me amarro em histórias desse gênero. Como exemplo, posso dizer que devorei "O Código da Vinci" e "Anjos e Demônios" (ambos do escritor Dan Brown), entre outros nesse estilão.

Antes de iniciar a leitura desse livro, dei uma "sapeada" em alguns comentários sobre ele na Internet. Vejam que interessante: os sites do Submarino, das Lojas Americanas e da Siciliano (entre outros) apresentam exatamente a mesma sinopse, o que nos leva a duas possíveis conclusões: a) uma sinopse inicial foi "chupada" e aproveitada pelos outros sites; b) uma sinopse (sempre permeada de elogios e frases de efeito) é enviada pela Editora para todos os revendedores (uma prática, aliás, usada com excesso pelas Assessorias de Imprensa em publicações na Internet), o que não nos deixa muito confiantes, pois, claro, a editora não vai detonar seus próprios produtos, certo? Não há resenha ou crítica nesses sites, exceto as dos próprios leitores. Claro, estamos falando de "business, my friend"...

Apesar dessas observações, o que li na(s) sinopse(s) e também nas orelhas do livro me deixou bastante entusiasmado. Transcrevi alguns trechos dignos de nota:

"Atlantis reacende o fascínio pelo mito da Atlântida."

"David Gibbins é o Dan Brown das profundezas."

"Uma narrativa atual, dinâmica e repleta de fatos reais e aventura!"

"Um dos maiores mistérios da História finalmente revelado."
Foi com tremenda expectativa que comecei a lê-lo... Ai, ai, ai...

David Gibbins quer muito ser Dan Brown (ou pelo menos a Editora Planeta o vende como tal), mas está longe disso. A narrativa é cansativa, repleta de detalhes técnicos desnecessários e por mais que ele se esforce para descrever situações e ambientes, essa descrição sai "truncada". Por exemplo: quando o arqueólogo Jack Howard (personagem central da história) saca uma arma para defender-se dos "soviéticos malvados" no interior de um submarino nuclear a ponto de explodir, o autor pára a narrativa e inicia uma longa e cansativa descrição da arma (seu calibre, formato, cor, distância alcançada pelo projétil, utilização em guerras civis, histórico da arma, etc.). Ou seja, quando essa descrição acaba, você nem lembra mais o que estava acontecendo... O mesmo acontece com todos os outros artefatos mecânicos e eletrônicos, incluindo escavadeiras, helicópteros, carros, tratores e computadores. Chato meeeeesmo!

O que o livro tem de bacana?

- A hipótese criada para o nascimento, desenvolvimento e fim da Atlândida é fundamentada em pesquisas arqueológicas, geológicas e documentais, o que torna essa hipótese mais verossímil.

- As personagens femininas têm um pouquinho mais de força na narrativa, não assumindo somente o papel de "mocinhas que caem do salto na hora da fuga."

O que o livro tem de ruim?

- A história perde seu ritmo por conta do excesso de detalhamento (que eu já comentei anteriormente).

- O esquema "mocinhos bonzinhos do Ocidente" versus "homens malvados do Oriente" poderia até funcionar durante a Guerra Fria, mas em pleno século XXI fica muito "démodé".

- Em vários trechos do livro (vários mesmo) os personagens têm "conversas didáticas" demais: oras, se todos conhecem o assunto em questão, para que ficar explicando-o uns aos outros? Se o leigo leitor precisa daquelas explicações ou se elas são fundamentais para o entendimento da história, mude-se a narrativa, não é? ;^)

Resumão

Enquanto mergulhava em busca de um naufrágio do tempo de Homero, no Mediterrâneo, o arqueólogo marinho Jack Howard e sua equipe descobriram o que poderia ser a chave para a localização da cidade perdida de Atlântida. Paralelamente, escavações arqueológicas no Egito vêm de encontro às descobertas de Howard, fazendo com que o grupo aumente e que todos saiam em busca daquilo que muitos haviam tentado encontrar durante muitos milhares de anos.

Mas alguém mais ficou sabendo da localização da Atlântida: "piratas modernos", mercenários e terroristas armados até os dentes entram em cena, para, literalmente, tentar afundar com os planos de Jack Howard.

A partir daí, a história se desenrola numa tentativa desses grupos em chegar primeiro aos lugares "certos"...


Minha opinião: "REGULAR!"

Valem as informações históricas e o "clima de aventura" no geral,
mas leia sem muitas expectativas...

Abração a todos!