Podem falar mal dela à vontade e chamá-la de "usurpadora" aos gritos. Podem até não gostar do que ela escreve (afinal, ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas). Mas eu sou admirador confesso de J. K. Rowling (autora da série "Harry Potter").
E admiro o trabalho dela por três motivos principais:
- o primeiro motivo é o fato dela ter conseguido criar um universo único e rico em detalhes e informações a partir de arquétipos básicos e universais. Os fãs de "Os Livros da Magia" e "O Senhor dos Anéis" que me perdoem, mas na minha opinião, ela foi MUITO além das referências citadas como plágio.
- o segundo motivo é "Harry Potter" ter incentivado crianças e adolescentes a ler... ler muito! Fazer com que um livro de setecentas, oitocentas páginas seja "devorado" por um garoto do Ensino Fundamental não é tarefa das mais fáceis, acredite! Palavra de professor! E foi muito legal ver a molecada lendo com prazer. Nem preciso escrever sobre a importância da leitura para o enriquecimento do vocabulário e para o desenvolvimento da escrita, né?
- o terceiro motivo vem da capacidade que J. K. Rowling tem de me surpreender. Seja na forma como escreve, seja na elaboração das tramas... ou simplesmente na forma como ela encara o ser humano e algumas situações do nosso dia-a-dia.
E ela me surpreendeu mais uma vez...
Já havia algum tempo que os fãs de Harry Potter questionavam a orientação sexual de Alvo Dumbledore, o diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Isso devido ao fato dele "nunca estar próximo de uma mulher e de ter um passado misterioso". Surgiram rumores na Internet, especulações e teorias (algumas, às vezes, as mais malucas possíveis). Rowling acabou com esses rumores na sexta-feira passada, dia 19/10/2007.
Ao ser questionada por um fã durante um evento no Carnegie Hall de Nova York, onde foi promover o sétimo e último livro da série, "Harry Potter e as Relíquias da Morte", a escritora revelou que Dumbledore já havia encontrado o seu "verdadeiro amor”.
“Dumbledore é gay”, afirmou. Segundo ela, Dumbledore era apaixonado por seu adversário, Gellert Grindelwald, a quem tinha derrotado numa antiga batalha entre bruxos do bem e do mal. "O amor pode nos cegar", acrescentou Rowling, segundo quem Dumbledore tinha sofrido uma "terrível decepção" e seu amor por Grindelwald tinha sido para ele uma "grande tragédia".
Após a surpresa inicial causada pela revelação, a platéia começou a aplaudir e a escritora comentou: "Se eu soubesse que a notícia os faria tão felizes, teria dito antes".
Rowling contou ao público que enquanto trabalhava no projeto do sexto filme da série, "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", viu que o roteiro mencionava o interesse de Dumbledore por uma moça. A escritora decidiu então esclarecer as coisas e informou ao diretor do filme, David Yates, da condição gay do personagem.
Rowling disse que as revelações sobre o diretor da escola de Hogwarts devem piorar ainda mais a imagem de seu livro junto a grupos católicos, que já a acusam de promover a prática de bruxaria. Porém, a escritora disse que vê sua obra como "um argumento a favor da tolerância".
É isso aí! ;^)
Abração a todos!


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